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DNO prepara-se para perfurar o Bloco de Inhaminga

A empresa Norueguesa DNO prepara-se para abrir um furo de pesquisa de hidrocarbonetos no bloco de Inhaminga, na bacia sedimentar de Moçambique. Neste momento, decorrem contactos visando a contratação de uma plataforma necessária para os trabalhos de perfuração que, em princípio, deverão arrancar em Outubro, segundo reporta o Notícias de Maputo, na edição desta segunda-feira. Não são avançados os valores envolvidos nesta operação, mas sabe-se que a bacia sedimentar de Moçambique é considerada uma das mais prospectivas, sendo que para além da DNO conta, igualmente, com a presença de outras companhias como a sul-africana Sasol e a Búzi Hidrocarbons, sediada em Singapura. Presente em Moçambique desde 2003, a DNO já levou a cabo várias actividades de pesquisa de hidrocarbonetos no bloco de Inhaminga, incluindo a aquisição sísmica 2D, levantamento de dados aero-magnéticos e amostragem geoquímica no interior dos distritos de Dondo e Muanza, em Sofala. O bloco de Inhaminga, com características peculiares para a ocorrência de hidrocarbonetos, sobretudo do gás natural, abrange os distritos de Cheringoma, Caia, Gorongosa e Marínguè, todos na província de Sofala. Relativamente a Búzi Hidrocarbons, o “Notícias” apurou que os trabalhos estão ainda na fase inicial, sendo que a área concessionada abrange cerca de 10.190 quilómetros quadrados. No global, poderão ser investidos até ao próximo ano, período em que poderão ser abertos dois furos de pesquisa, cerca de 30 milhões de dólares, dos quais 20 milhões serão absorvidos em aquisições sísmicas. Moçambique tornou-se referência mundial na produção de hidrocarbonetos quando em meados de 2006 iniciou a exportação de gás natural a partir dos campos Pande e Temane, concessionadas à multinacional sul-africana Sasol, na província de Inhambane. Na semana passada, a Anadarko Petroleum Cop, uma companhia norte-americana com sede em Texas, anunciou que acaba de descobrir a presença de petróleo na bacia do Rovuma.

Fonte: RM

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