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Mineração atrai grandes multinacionais em Moçambique

O potencial energético de Moçambique, revelado pelas recentes descobertas de grandes reservas de gás natural e carvão, está a fazer com que grandes grupos internacionais ponderem a realização de investimentos no país, de acordo com a folha de informação Africa Monitor.

A publicação adianta que a dimensão das recentes descobertas de gás natural no mar do norte de Moçambique é um dos pontos focais de atenção nos meios internacionais, particularmente entre os grupos que têm o gás como uma das suas actividades, um dos quais, o italiano ENI, faz parte do consórcio responsável pela descoberta mais recente.

Um dos mais recentes sinais da crescente importância do país foi a manifestação de interesse da multinacional Royal Dutch Shell na compra da empresa irlandesa Cove Energy, que tem uma participação num consórcio que está a efectuar a prospecção de hidrocarbonetos em Moçambique, por um preço 28,5% acima do valor de mercado. Há ainda indicações de que duas grandes empresas norte-americanas do sector dos serviços petrolíferos (logística), Halliburton e Schlumberger, adquiriram ou estão em vias de adquirir terrenos na área de Pemba, para eventual implantação de actividades conexas à produção de gás.

De acordo com o Africa Monitor, a produção industrial de gás natural baseada nas descobertas até agora efectuadas (entre 15 biliões e 30 biliões de pés cúbicos) será em larga escala destinada à exportação para grandes mercados consumidores.

A dimensão da produção implicará a construção de uma unidade de liquefacção e um terminal de exportação, num investimento global estimado de 18 mil milhões de dólares, adianta a mesma fonte. Reflectindo o facto de estas descobertas darem condições privilegiadas para Moçambique adquirir dimensão económica de relevo, os Estados Unidos passaram a conferir a Moçambique uma maior importância a nível bilateral, sendo norte-americana a empresa operadora do consórcio que efectuou a maior descoberta, a Anadarko Petroleum. Segundo a EIU, o crescimento económico em Moçambique vai manter-se forte, atingindo em média 8% ao ano, “em larga medida suportado pela expansão da exploração de recursos minerais”.

Fonte: EIU, Macauhub

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