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ExxonMobil prolonga até 2032 licença de exploração de petróleo no Bloco 15 de Angola

A ExxonMobil e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustível (ANPGB) de Angola assinaram esta semana, em Luanda, um acordo que prevê o prolongamento até 2032 do investimento da petrolífera norte-americana no Bloco 15.

O acordo, assinado à margem da conferência Angola Oil & Gas 2019, que decorre no centro de Convenções de Talatona, a sul de Luanda, renova a relação de parceria existente anteriormente com a Sonangol, que deixou de ser concessionária após a criação da ANPGB, prolongando a licença por mais 13 anos, até 31 de dezembro de 2032.

O acordo foi assinado pelo presidente da ANPGB, Paulino Jerónimo, e pelo director-geral da Esso Angola e Lead Country Manager da ExxonMobil para os Negócios em Angola, Andre Kostelnik.

O documento assinado vai posteriormente dar origem a uma Adenda ao Contrato de Partilha de Produção, que vai integrar no grupo empreiteiro a Sonangol P&P, com 10% de capital, e que prevê a produção adicional de 40 mil barris de petróleodia.

Segundo os termos do acordo, em simultâneo, irá gerar cerca de 1.000 postos de trabalho locais em função da execução de um novo programa de perfuração e da instalação de novas tecnologias que visam aumentar a capacidade das linhas de fluxo submarino existentes.

A ExxonMobil, que assume estar focada na rentabilidade da sua operação em Angola e com base no potencial conhecido do Bloco 15, propôs à concessionária nacional a extensão do contrato, com ganhos consideráveis para ambas as partes, lê-se, entretanto, num comunicado da ANPGB.

 

No documento, Paulino Jerónimo é citado a indicar que o acordo representa um "marco importante na história recente" da agência, criada formalmente em fevereiro deste ano, e do sector petrolífero angolano.

"Com este acordo, reafirmamos a estabilidade contratual como um dos valores que prezamos e que defendemos para o nosso mercado, reconhecemos o trabalho de excelência feito ao longo de 25 anos pela ExxonMobil neste importante Bloco petrolífero do nosso país e confirmamos perante todos os parceiros que já estamos a trabalhar em pleno no âmbito da nova legislação e do enquadramento aprovado pelo e para o sector", sublinhou Paulino Jerónimo.

"As premissas e as condições do contrato agora assinado estão em perfeita sintonia com o desenvolvimento e produção de recursos adicionais em campos maduros, um dos grandes objectivos da ANPG", acrescentou.

 

No quadro do processo de reestruturação do sector petrolífero em Angola, o Governo angolano criou em fevereiro passado a ANPGB com a atribuição específica de concessionária nacional, substituindo a Sonangol, que passou a ficar-se unicamente no seu "core business".

A medida enquadra-se no processo de reestruturação do sector petrolífero com o propósito de assegurar uma maior coordenação política, evitando eventuais conflitos de interesse, aumentar a transparência e eficácia dos processos e criar condições para a atração de investimento privado.

Por outro lado, vem regular, fiscalizar e promover a execução de actividades petrolíferas no domínio das operações e da contratação do sector do petróleo, gás e biocombustíveis, sendo estas algumas das atribuições da nova concessionária.

 

 

 

Fonte: DIARIO DE NOTÍCIAS

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