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EXPLORAÇÃO DE HIDROCARBONETOS: Projectados dois furos de pesquisa no Buzi

Pelo menos dois furos de pesquisa deverão ser abertos dentro dos próximos 12 meses, no quadro de um programa de prospecção de hidrocarbonetos no bloco do Buzi, na província de Sofala.

Falando recentemente em Maputo, o Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Omar Mithá, explicou que o operador ao qual havia sido adjudicado o bloco não conseguiu fazer o furo dentro dos prazos legais, mas agora houve uma extensão do prazo para mais 12 meses.

“Já há um programa delincado para poder fazer pelo menos dois furos e o material scrá transportado da Indonésia para Moçambique. Há uma possibilidade de este material scr transportado via Porto da Beira, mas após o ciclone Idai não se sabe ainda se há condições para tal”, disse Mithá.

Observou que é muito urgente fazer os furos, porém, coloca-se agora o desafio de transportar o material de Maputo para Buzi, o que abre uma grande oportunidade para os transportadores de carga.

Na região de Buzi, o gás foi descoberto nos anos 60 pela norte-americana Gulf Oil, juntamente com as reservas de Pande e Temane. “Não foi desenvolvido na altura porque se dizia que cra primo do petrólco e cra apenas queimado, cenário que hoje mudou devido à existência de tecnologias que permitem monitorizar melhor o gás”, explicou.

Omar Mithá sublinhou que a médio e longo prazos, o que é expectável é que o gás de Buzi seja usado para a geração de energia ou como um suporte ao projecto de Pande e Temane, através da ligação ao gasoduto da Sasol.

“O gás de Buzi não será para a exportação mas sim para suportar os projectos de geração de energia que actualmente estão em funcionamento, como CTRG, Kuvaninga, Gigawatt e outras empresas de produção de energia”, elucidou.

A ligação ao gasoduto implica, segundo Mithá, a construção de infraestruturas. Também pela localização estratégica da cidade, havendo gás pode se fazer um “pipeline” que podeser ligado ao Zimbabwe, um país que pode fazer uma reviravolta na sua economia.

Refira-se que, actualmente, os campos de Pande e Temane estão a contribuir com 33 por cento da oferta de energia em Moçambique.

Significa que, segundo Mithá, paulatinamente o gás poderá vir a destronar a Hidrocléctrica de Cahora Bassa se Mpanda Nkuwa não avançar.

“Falamos de Mpanda Nkuwa desde os anos 90 até hoje e nada acontece, portanto o gás poderá assumir-se como líder na produção de energia, uma vez que já há reservas descobertas e será o elemento fundamental para electrificar o pais e a região”, previu.

Fonte: Jornal Noticias, 04 de Junho de 2019

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