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CTM e a melhoria da Qualidade de Energia no Sul do País

Central Termocléctrica de Maputo (CTM), que entrou oficialmente em funcionamento em finais de Setembro do ano passado, constitui uma das infra-estruturas que veio robustecer e melhorar a qualidade de energia cléctrica distribuída na região sul país.

Ao disponibilizar 106 megawatts (MW), mais ou menos 25 por cento das necessidades de Maputo, Gaza e Inhambane, a nova fonte de clectricidade é, actualmente, apontada como uma “lufada de ar fresco” sem a qual as três províncias estariam, neste momento, sob cortes frequentes e oscilações.

Coma Central de Maputo, que gera electricidade a partir da queima de gás natural, a rede eléctrica do sul do país é descrita como estando, actualmente, em melhores condições que há um ano. Aliás, a Electricidade de Moçambique (EDM), dona do empreendimento, garante estar agora em condições de assegurar fornecimento de corrente eléctrica a boa parte de Maputo e Matola, mesmo que haja algum problema na linha, que vem da África do Sul ou nas que partem de Ressano Garcia.

Fora o facto de robustecer e elevar a qualidade da corrente fornecida às três províncias, o empreendimento, inaugurado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, veio criar condições para que o país possa intensificar os níveis de exportação do recurso. Recentemente, assinou-se um entendimento para a venda de 70 MW ao Botswana, algo que seria impensável sem a Central "Termoeléctrica de Maputo."

Pela sua localização, entre Maputo e Matola, dois grandes centros de consumo, a central tem a vantagem, no que tange à redução de perdas, comparativamente às outras localizadas em Ressano Garcia. Produz e coloca a energia, directamente, aos consumidores, sem que haja extensas linhas de transporte, o que propicia perdas eou quedas de tensão.

A construção da Central Termocléctrica de Ciclo Combinado de Maputo, um empreendimento dotado de uma tecnologia de ponta para gerar electricidade a partir do gás natural, custou cerca de 180 milhões de dólares, 167 dos quais disponibilizados pela Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA).

As obras duraram 30 meses, tal como estava previsto no contrato da empreitada.

Trata-se da primeira central de tecnologia moderna e avançada, comparativamente às outras da região. Usa uma tecnologia de ciclo combinado e é uma das primeiras na África Austral. Faz o reaproveitamento dos gases de escape, para a produção de mais energia.

Com o mesmo volume de gás consegue gerar mais energia e com uma eficiência acima de 50 por cento. A tecnologia de motores de combustão tem uma eficiência que ronda entre 40 e 42 por cento.

Fonte: Jornal Noticias

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