• Entrar / Cadastrar
blog entry

Extracção do carvão continua promissora

Nos últimos anos depositou-se muita ex-pectativa sobre o sector do carvão, mas a percepção que existe hoje é de que o sector não tem correspondido ao que se esperava, tendo em conta os baixos preços da matéria-prima e, sobretudo, o facto de a queima deste recurso estar associada à poluição ambiental. Adriano Sênvano assegura que essa percepção não corresponde à realidade, porque o sector do carvão tem ainda um futuro promissor.

NOT - Como é que estamos do ponto de vista de extracção do carvão?

A.S. - Temos concessões minciras que estão a produzir e outras que estão na fase de desenvolvimento. Devo dizer que entre 2011 e 2018 à produção do carvão foi acima de 50 milhões de toneladas.

NOT - O sentimento que existe é de que, devido aos efeitos climáticos, este sector pode não ter futuro. Qual é o seu comentário?

A.S. - É um sector com muito futuro e explico porquê: o carvão, para além de ser usado para a produção de coque, também é útil para a produção de energia, e hoje já há tecnologia em que se usa carvão de queima sem se prejudicar o ambiente. Essa tecnologia está a ser aplicada pelos países desenvolvidos c os países em desenvolvimento também estão a ter demanda de energia. Então, não há como o carvão não ser um rescurso mineral precisado.

NOT - Moçambique foi admitido ao processo Kimberly. Para quando a exportação de diamantes?

A.S. - Não vou dizer que foi admitido. O que aconteceu é que todo o processo legislativo para este processo já foi aprovado. Estou a falar do regulamento de comercialização de diamantes, metais preciosos e gemas, da Unidade de Gestão do Processo Kimberley. Inicialmente, serão criados dois entrepostos, um em Maputo, e outro em Nacala. Foi aprovado o qualificador do secretário executivo da Unidade de Gestão do processo Kimberley. A gestão dos entrepostos comerciais estará a cargo da Empresa Moçambicana de Exploração Mincira, nesta altura está-se na fase de aprovação do regulamento de funcionamento destes entrepostos e também de aprovação do quadro de pessoal da unidade para o processo Kimberley. Então já há algum avanço, e não se pode ir para frente sem que estes processos estejam prontos. Depois destes processos estarem prontos vai-se avançar para frente, que é a exportação.

NOT- Fala-se muito da ocorrência de ouro em Moçambique. Quais sãos as zonas com maior potencial para este minério?

AS. - O nosso país é rico nesse minaral. 

As províncias com estudos seguros são Manica, Tete, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa. Estas são potenciais na ocorrência de ouro em Moçambique.

NOT - Em Cabo Delgado há uma empresa que diz que descobriu aquelas que podem ser as maiores reservas de ouro e o INAMI parece que não concorda. O que é que está a acontecer?

A.S. - Deixe-me dizer o seguinte: a tal empresa que diz ter descoberto o ouro, a nós, pelo menos, vcio desmentir. O director citado pela imprensa enviou-nos uma informação oficial, por carta, a dizer que não disse isso. O que está a acontecer em Cabo Delgado é que aquela empresa tinha uma concessão de prospecção e pesquisa c um pedido de concessão mineira, tendo sido emitidas cinco concessões minciras este ano. Em algumas áreas ainda está a decorrer o processo de prospecção, mas a partir dos dados que apresentam não é possível dizer que Cabo Delgado ou aquelas empresas têm mais ouro que a África do Sul. Nós temos relatórios do trabalho que está a ser feito no terreno e temos bases para dizer que não é verdade.

NOT - Nasua análise, o que estará por detrás da divulgação deste tipo de informações que, a priori, até ferem o que está previsto na Lei?

AS. - Sim, o artigo nº 3 da Lei de Minas prescreve que cabe ao Governo a divulgação de dados sobre a descoberta de recursos minerais em Moçambique. Então, se alguém tem uma empresa e procura recursos mincrais, em caso de descoberta, a primeira coisa que deve fazer é comunicar o facto ao Governo c este é que deve divulgar a informação. Sentimos que houve problemas de comunicação, até que a própria empresa desmente a informação, sendo difícil dizer o que estará por detrás disso.

Fonte: Jornal Notícias

 

RELACIONADAS

Comentários

RECENTES