• Entrar / Cadastrar
blog entry

Estado disponibiliza áreas para pesquisa de minérios

O Governo está a preparar a concessão de doze áreas para a prospecção e pesquisa de diversos tipos de minérios no Centro e Norte de Moçambique.

Adriano Silvestre Séênvano, director do Instituto Nacional de Minas (INAMI), que anunciou o facto, enumerou que já estão em lançamento às concursos para a prospecção de metais básicos, pedras preciosas c semipreciosas, minerais preciosos  associados (tantalite, ruby, fosfatos, besmuto, calcário, cobre, ferro, carvão, berilo, entre outros).

Em entrevista ao “Notícias”, nossa fonte, Adriano Sênvano clarificou que o lançamento destes concursos segue-se a um levantamento realizado pelo Governo e que determinou a ocorrência dos minérios em diversos pontos do país.

No caso concreto de Metangula, no Niassa, à fonte indicou quea sua instituição, com a ajuda de parceiros, realizou um levantamento no periodo entre 2016 e 2017, tendo sido apuradas reservas preliminares de 838 milhões detonchdas.

Na entrevista, Sênvano fala dos passos que estão a ser dados pelo Governo com vista à exportação de diamantes, ao mesmo tempo que desmente informações que dão conta de uma possível descoberta de reservas de ouro na província de Cabo Delgado, em quantidades superiores às da África do Sul,

Adriano Sênvano explicou que existe, em Cabo Delgado, uma empresa que está a fazer uma prospecção de ouro, mas que pelos relatórios até aqui produzidos não existe ocorrência do minério nas quantidades mencionadas. A seguir transcrevemos excertos da referida entrevista:

Notícias (NOT) - Um dos grandes desafios deste Governo é a transformação primária dos recursos mincrais. Que resultados existem neste domínio?

Adriano Sênvano (A.S.) - Bom, o que acontece é que as empresas mineiras extraem diferentes tipos de produtos, desde as areias pesadas, grafite, ouro, pedras preciosas c semipreciosas, até uma série de mincrais. O que fazem é a separação dos produtos que alguns podem considerar pré-processamento. Para o caso de ruby, fazem a classificação de acordo com o tamanho e qualidade, tendo em conta a sua transparência.

Há quem considera que isto não é pré-processamento, mas sim uma separação. Para o caso do carvão extraído, também se faz a separação do coque do carvão térmico. Agora se considerarmos isso um pré-processamento, podemos dizer que sim, mas aquilo que é o desafio do Governo é pegar nos produtos separados e trata-los internamente e não exportar como matéria-prima. Se considerarmos esta segunda hipótese podemos dizer que neste momento não temos nenhuma empresa que está a fazer isso, mas há um grande interesse ca própria Lei dá uma grande vantagem a quem quer fazer o pré-processamento interno.

Fonte: Jornal Notícias

 

Comentários

RECENTES

A Plataforma EWYNZA usa "cookies" para lhe proposcionar melhores serviços. Para mais informações sobre Cookies e na nossa política de privacidade, visite Política de Privacidade.