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NO GASODUTO DE PANDE E TEMANE: Sasol tenciona vender parte dos seus activos

A companhia petroquímica Sasol tenciona vender parte de suas participações no gasoduto que liga os campos de gás natural de Pande e Temane na província de Inhambane, em Moçambique e Secunda, na vizinha África do Sul.

Parao feito, já nomeou consultores para vender as suas participações numa central termocléctrica em Moçambique e no referido gasoduto, disscram à agência noticiosa Reuters duas fontes familiarizadas com o assunto.

A Sasol, o maior produtor mundial de combustíveis, usando à tecnologia carvão - combustíveis líquidos (CTL), está à tentar ceder os seus activos para liquidar as suas dívidas c evitar uma emissão de obrigações no valor de dois biliões de dólares americanos, ainda que nunca antes tenha manifestado interesse em vender parte de seus activos em Moçambique.

Assim, à Sasol nomcou o Nedbank, da África do Sul, como gestor do processo de venda da sua participação de 50 por cento na Companhia de Investimento de Gasoduto da República de Moçambique (ROMPCO), a joint-venture que opera o oleoduto com uma extensão de 865 quilómetros entre Moçambique e a África do Sul, disseram as fontes. 

“Não comentamos processos comerciais e ou de fusões e aquisições em curso e não reagimos as especulações do mercado”, escreveu um porta-voz da Sasol em resposta a um e-mail endereçado pela Reuters.

As fontes disseram que a empresa também nomeou à empresa de consultoria e auditoria Deloitte para vender sua participação de 49 por cento na Central Térmica de Ressano Garcia (CTRG), a primeira central a gás permanente em larga escala de Moçambique, com uma capacidade instalada para a produção de 175 megawatts de energia eléctrica.

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique e o Central Energy Fund (CEF), pertencente ao governo da África do Sul, ambos detêm uma participação de 25 por cento na ROMPCO.

A ENH, CEF e Deloitte não responderam imediatamente aos pedidos da Reuters para comentar sobre o assunto. O Nedbank também se escusou à fazê-lo.

Os restantes 51 por cento da CTRG são detidos pela empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM). Também não foi possível ouvir a EDM para comentar.

Como parte de uma reformulação dos negócios, a Sasol disse recentemente, que tenciona reduzir a sua mão-de-obra e que também tenciona ceder as suas operações de petróleo na região da África Ocidental. (AIM)

Fonte: Jornal Notícias

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