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HCB avalia resiliência climática das infra-estruturas

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) será sujeita a uma avaliação sobre a resiliência climática de modo a medir os possíveis impactos sofridos ao longo do tempo.

Para o efeito, a companhia lançou um concurso público para a contratação de uma empresa especializada para avaliar a resiliência das infra-estruturas aos impactos das mudanças climáticas, em conformidade com as regras exigidas no sector hidrocléctrico.

Numa nota tornada pública, há dias, a HCB faz saber que o serviço que se pretende contratar visa a capacitação e treinamento da equipa da empresa envolvida no projecto, sobre as directrizes de resiliência climática; revisão da informação existente; recolha e análise de dados e do modelo a usar, entre outros.

A HCB tem estado envolvida num vasto trabalho visando a reabilitação e modernização dos seus activos, no âmbito do programa Capex Vital, o que irá contribuir para a melhoria das condições de produção e transporte de energia.

O Capex Vital consiste num plano de investimento de médio prazo, com um custo estimado em 500 milhões de euros, destinado à recuperação e modernização do sistema electro-produtor do empreendimento,

No ano passado, a HCB assinou um contrato com à Sweco, uma companhia sueca, para a execução do projecto de modernização e aproveitamento hidroeléctrico de Cahora Bassa. Ao abrigo do contrato, a firma deverá prestar serviços de consultoria, acompanhar e verificar a instalação de novos equipamentos nesta que é uma das maiores barragens do Continente Africano.

O projecto de modernização e aproveitamento hidrocléctrico da barragem deverá ficar concluído em 2025, sendo a empresa brasileira Intertechne Consultores parceira da Sweco para algumas partes da empreitada.

Outros dados mais recentes indicam que a HCB encerrou o ano de 2019 com um resultado líquido positivo de 6.062,9 milhões de meticais, o equivalente a um crescimento de 30,5 por cento em relação ao ano anterior.

Localizada no rio Zambeze, na província de Tete, a HCB é a maior central de produção de energia em Moçambique, comportando cinco turbinas com capacidade para gerar 415 Mw cada.

Em 2019, a produção de energia atingiu 11.656 GWh, representando um crescimento de 7,3 por cento em relação ao verificado no ano anterior.

Este incremento deriva, essencialmente, da melhoria significativa da situação hidrológica na albufeira, o que permitiu alcançar o pico de armazenamento de 99,59 por cento de enchimento, atingindo a cota de 326 metros.  

Fonte: Jornal Notícias

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